Recentemente, um novo tratamento para a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) na forma seca foi aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration, o equivalente à nossa Anvisa no Brasil). Trata-se da fotobiomodulação, uma terapia inovadora que já está disponível em nosso país e promete melhorar a qualidade de vida dos pacientes com essa condição.
O Que é a Fotobiomodulação?
A fotobiomodulação consiste na aplicação de luz de baixa intensidade sobre as células da retina, promovendo um efeito antioxidante e ajudando a proteger a retina contra o estresse oxidativo. Esse processo visa reduzir a progressão da atrofia causada pela DMRI seca.
A Lumithera, uma empresa americana, é atualmente a única no mundo a desenvolver o aparelho capaz de realizar essa terapia, conhecido como Valeda. Esse equipamento passou por rigorosos estudos científicos e obteve a aprovação do FDA, garantindo sua segurança e eficiência.
Como Funciona o Tratamento com Valeda?
O protocolo de fotobiomodulação com o aparelho Valeda é simples e não invasivo. Veja como ele é realizado:
- Duração de Cada Sessão: Aproximadamente 5 minutos.
- Frequência: De uma a duas sessões por semana.
- Ciclo Completo: 9 sessões.
- Reaplicação: O ciclo deve ser repetido a cada 4 meses para manter os efeitos terapêuticos.
Resultados Comprovados: O Estudo LIGHTSITE III
Um dos estudos mais importantes que avaliaram a fotobiomodulação em pacientes com DMRI seca é o LIGHTSITE III, que analisou os resultados após 13 meses de tratamento. Os achados mais relevantes foram:
- 55% dos pacientes apresentaram melhora de 5 ou mais letras no exame de acuidade visual.
- 26,4% dos pacientes tiveram uma melhora de 10 letras.
- 5,5% dos pacientes alcançaram uma melhora de 15 letras.
Além disso, o estudo mostrou que a fotobiomodulação retardou a progressão da atrofia geográfica da retina, preservando mais tecido e mantendo a capacidade de visão por mais tempo.
Por Que Pacientes com DMRI Seca Enxergam Embaçado?
O embaçamento visual ocorre devido à atrofia da retina causada por estruturas chamadas drusas, que são depósitos amarelados visíveis no exame de fundo de olho. Embora a fotobiomodulação não remova essas drusas, o estudo LIGHTSITE III mostrou que o tratamento impede a piora desse quadro ao longo do tempo.
Segurança do Tratamento
A fotobiomodulação demonstrou um perfil de segurança elevado. Embora alguns participantes do estudo tenham apresentado efeitos adversos, nenhum deles esteve relacionado diretamente ao tratamento, e sim a outras condições de saúde comuns em pacientes idosos.
A Fotobiomodulação é a Cura para a DMRI Seca?
É importante destacar que a fotobiomodulação não é uma cura para a DMRI seca, mas uma terapia eficaz para retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Os melhores resultados são obtidos com a combinação da fotobiomodulação e a ingestão de vitaminas específicas para a saúde ocular.
Conclusão
A aprovação do FDA para a fotobiomodulação representa um avanço significativo no tratamento da DMRI seca. Este procedimento não invasivo oferece uma nova esperança para pacientes que desejam preservar sua visão e retardar a progressão da doença.
Se você ou um familiar sofre com DMRI seca, converse com um especialista para saber mais sobre a fotobiomodulação e se este tratamento é adequado para o seu caso.
E você, o que achou desse novo tratamento? Deixe sua opinião nos comentários!