O ceratocone é uma doença da córnea que pode causar grande impacto na visão. Ele faz com que a córnea, que normalmente tem formato arredondado e regular, fique mais fina e projetada para frente, assumindo um formato semelhante a um cone.
Com isso, a visão pode ficar embaçada, distorcida e difícil de corrigir apenas com óculos.
O que o paciente com ceratocone sente?
Os sintomas podem incluir:
- aumento frequente do grau;
- astigmatismo irregular;
- visão distorcida;
- sensibilidade à luz;
- dificuldade para dirigir à noite;
- troca frequente de óculos;
- baixa qualidade visual mesmo com correção.
O National Eye Institute informa que muitas pessoas com ceratocone conseguem corrigir a visão com óculos, lentes gelatinosas ou lentes rígidas especiais, mas alguns casos podem precisar de crosslinking ou transplante de córnea.
O papel dos anéis intracorneanos
Uma das grandes evoluções no tratamento do ceratocone foi o uso dos anéis intracorneanos. Esses implantes são colocados dentro da córnea para tentar melhorar sua regularidade e reduzir distorções.
Entre os nomes importantes nessa área está o Dr. Paulo Ferrara, brasileiro associado ao desenvolvimento de anéis intracorneanos utilizados no tratamento de córneas irregulares.
O anel não cura o ceratocone, mas pode melhorar a forma da córnea e a qualidade visual em pacientes selecionados.
O anel serve para todos os casos?
Não. A indicação depende do estágio do ceratocone, espessura da córnea, localização da irregularidade, visão do paciente e tolerância a lentes.
Em alguns casos, o crosslinking é mais importante para estabilizar a doença. Em outros, lentes esclerais oferecem melhor qualidade visual. Em casos avançados, o transplante pode ser necessário.
Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
Quanto mais cedo o ceratocone é identificado, maiores as chances de controlar a progressão antes que a córnea fique muito irregular.
Pacientes que coçam muito os olhos, têm alergia ocular ou histórico familiar precisam de atenção especial.
Conclusão
O tratamento do ceratocone evoluiu muito, e o Brasil teve participação importante nessa história. Hoje existem várias opções, como óculos, lentes, crosslinking, anéis e transplante.
A melhor escolha depende dos exames e da fase da doença.


