O astigmatismo alto pode causar visão distorcida, embaçada e dificuldade para enxergar detalhes. Muitas pessoas com 6, 8, 9 ou até 10 graus de astigmatismo querem saber se podem fazer cirurgia refrativa.
A resposta é: depende da causa do astigmatismo e da saúde da córnea.
Todo astigmatismo é igual?
Não. Existe astigmatismo regular e irregular. O astigmatismo regular pode ser corrigido com óculos, lentes de contato ou, em alguns casos, cirurgia refrativa.
Já o astigmatismo irregular pode estar associado a doenças da córnea, como ceratocone. Nesses casos, a cirurgia refrativa convencional pode ser perigosa.
Por que investigar ceratocone?
Astigmatismo alto ou progressivo pode ser um sinal de alteração corneana. O ceratocone é uma doença em que a córnea fica mais fina e irregular, prejudicando a qualidade visual.
O National Eye Institute informa que o ceratocone pode ser tratado com óculos, lentes especiais, crosslinking e, em casos severos, transplante de córnea.
Quais exames são necessários?
Para avaliar cirurgia em astigmatismo alto, o médico pode solicitar:
- topografia de córnea;
- tomografia de córnea;
- paquimetria;
- refração detalhada;
- avaliação da retina;
- exame da superfície ocular.
Esses exames ajudam a definir se a córnea é regular e segura para laser.
Quais opções existem?
Dependendo do caso, podem existir opções como PRK, LASIK, lente fácica tórica ou lentes intraoculares tóricas em pacientes com catarata.
Mas em casos de ceratocone ou córnea irregular, o tratamento pode envolver crosslinking, anel intracorneano ou lentes esclerais, e não cirurgia refrativa convencional.
Conclusão
Existe cirurgia para alguns casos de astigmatismo alto, mas a indicação precisa ser muito criteriosa.
O mais importante é descobrir se o astigmatismo é regular ou se existe alguma doença da córnea associada.


