Muitos pacientes chegam ao consultório com dois problemas ao mesmo tempo: pterígio e catarata. O pterígio é aquela alteração conhecida como “carne no olho”, enquanto a catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural do olho.
A dúvida é comum: posso operar pterígio e catarata no mesmo dia?
A resposta depende do caso.
Por que essa decisão exige cuidado?
A cirurgia de catarata envolve a retirada do cristalino opaco e a colocação de uma lente intraocular. Para escolher o grau dessa lente, o médico precisa fazer cálculos muito precisos, baseados em medidas do olho e da córnea.
O problema é que o pterígio pode alterar a curvatura da córnea. Quando isso acontece, ele pode interferir nos exames usados para calcular a lente da catarata.
O National Eye Institute explica que, na cirurgia de catarata, o cristalino opaco é substituído por uma lente intraocular. Para esse resultado ser bem planejado, as medidas pré-operatórias são fundamentais.
Quando operar o pterígio primeiro?
Se o pterígio é grande, avança sobre a córnea ou causa astigmatismo, pode ser melhor tratar primeiro o pterígio, esperar a córnea estabilizar e depois calcular a lente da catarata.
Essa estratégia pode aumentar a precisão do resultado visual da cirurgia de catarata.
Quando é possível fazer diferente?
Se o pterígio é pequeno, estável e não interfere nas medidas da córnea, o oftalmologista pode considerar outras estratégias. Mas isso só pode ser decidido após exames.
O paciente deve ter pressa?
Não. A pressa pode prejudicar o planejamento. O objetivo não é apenas remover catarata e pterígio, mas alcançar o melhor resultado visual possível.
A AAO informa que o pterígio pode ser removido cirurgicamente quando causa irritação ou afeta a visão.
Conclusão
Pterígio e catarata podem coexistir, mas nem sempre devem ser operados juntos. Muitas vezes, tratar o pterígio antes ajuda a melhorar a precisão da cirurgia de catarata.
A decisão deve ser individualizada, com exames de córnea e cálculo da lente intraocular.


